Dia 24 de novembro de 2016 aconteceu o segundo dia da 6a Mostra Audiovisual Estudantil Joaquim Venâncio na EPSJV. Na parte da manhã, o evento recebeu a visita de 03 escolas, o Ciep 175 José Lins do Rego, a Escola Municipal Professor Vieira Fazenda e o Instituto de Aplicação Fernando R. da Silveira. Elas compareceram com o intuito de apresentar seus curtas audiovisuais. Nesse primeiro momento do dia, o evento foi conduzido por Bianca Potsch (2o Análises Clínicas) e Lucas Batista (3o Gerência em Saúde).

O primeiro bloco de vídeos a ser apresentados foi composto pelos curtas “A revolta de um copinho”, do Ciep175, “Fer-se gran”, da Escuela Riera de Ribes e “Troca de sala”, do CineCap. O debate se iniciou com este último curta e alguns de seus integrantes compareceram para falar sobre o processo de produção do vídeo. Segundo eles, a parte mais difícil foi conseguir conciliar os horários dos alunos para a realização do roteiro, das filmagens e da edição, e a melhor parte foi gravar e editar. A ideia do roteiro deveria reunir o real e o imaginário.

O segundo bloco incluiu os vídeos “Zero por quê?”, da EPSJV, ”La nit més llarga”, da Escuela Rafael Alberti, “Palavras e sonhos”, do Projeto O Curta Que A Gente Quer Fazer e o “Deu Errado”, da E. M. Professor Vieira Fazenda. Os grupos que apresentaram seus trabalhos foram o “Zero Por Quê?” e o “Deu Errado”. De acordo com o primeiro grupo, a inspiração surgiu a partir de um filme chamado “Janela Aberta”. O roteiro, ao mesmo tempo que foi demorado, foi uma das partes mais divertidas, e esse roteiro mudou com o decorrer da filmagem, já que existiram muitos elementos espontâneos. O grupo teve muita dificuldade na edição porque usaram um programa de edição que ainda não conheciam.

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O segundo grupo foi o produtor de “Deu Errado”. O objetivo era fazer uma carta audiovisual sem fala e em preto e branco, e ele foi inspirado em um colega que, segundo a professora Cynthia, que acompanhou as filmagens, “fazia uma coisa curiosa com o seu corpo”, colocar as pernas na cabeça e andar. Para os alunos e a professora Cláudia Vieira, a música foi um elemento essencial para o filme. O terceiro bloco foi composto pelos curtas “Prevenção é a Solução”, da E. M. Professor Vieira Fazenda, “Anima Dengue-chikungunya-zika”, do Núcleo de Arte Sebastião Bernardes de Souza Prata- Grande Otelo e o “Cuadro a Cuadro”, do Trabajos Del Taller De Animación Cine El Mate. O grupo que se apresentou foi o “Anima Dengue-chikungunya-zika”, e a ideia surgiu a partir de uma atividade sobre essa temática. Eles decidiram contar a história do mosquito que transmite essas doenças, já que outros grupos retrataram a história de uma pessoa que ficou doente.

No turno da tarde, foram exibidos dois documentários: “África Em Sala de Aula. A Lei 10.639” e “Menino 23”. O primeiro fala sobre a cultura africana e sua importância e influência na sociedade e foi produzido por estudantes. O segundo, sobre a experiência vivida por um grupo de 50 meninos na época da atuação da Ação Integralista Brasileira, os quais foram escravizados e perderam seus nomes, chamados, então, por números. Neste momento, o evento recebeu a ilustre presença da produtora de impacto do documentário “Menino 23”, Rossana Giesteira. No documentário “Menino 23”, 50 meninos perderam sua infância por causa dos integralistas, como pode-se observar na fala do Sr. Aloisio “A minha infância foi roubada! Nem sei o que é isso!”.

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Os “integralistas” se denominavam dessa maneira porque o nazismo era alemão e o fascismo, italiano, já o integralismo, brasileiro. Eles eram muito fortes e poderosos, então as pessoas sentiam medo e optavam por não fazer manifestações. Os integralistas realizavam testes em pessoas negras e brancas para comprovar a teoria da supremacia racial branca e tentar justificar a escravidão e o extermínio dos negros. Uma família de empresários e latifundiários ligados a essa organização buscou em orfanatos os meninos mais fortes e os levou para uma fazenda e os manteve isolados, não tendo contato com outras pessoas. Durante o debate, diversas questões foram levantadas, como, por exemplo, os silêncios e as dores que esse filme traz, e elas geraram muita comoção entre as pessoas. Afinal, quantas histórias como essa estão perdidas por aí?

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“Fazer cinema na escola é reinventar a escola” – Carlos Batistela


No dia 25 de novembro de 2016 ocorreu o terceiro e último dia da 6a Mostra Audiovisual Estudantil Joaquim Venâncio na ESPJV. De manhã, o evento contou com a presença do Centro Educacional Anisio Teixeira, Escola Municipal Orlando Villas Bôas e a E. M. Professora Márcia Francesconi Pereira. Elas compareceram com o objetivo de apresentar e discutir os seus projetos audiovisuais. Na primeira parte do dia, o evento foi mediado por Bianca Potsch (2o Análises Clínicas) e Sthefany Ramos (3o Análises Clínicas).

No primeiro bloco, composto por 04 vídeos, foram apresentados os curtas “A Delicious English Class”, da E. M. Gal. Humberto de Souza Mello e “Gatitas Espaciales”, do Taller de Cine “El Mate”. A conversa se iniciou com a presença da professora da E. M. Gal. Humberto de Souza Melo sobre o curta de seus alunos, e ela contou que ele foi produzido por alunos que estão cursando o 5o ano do Ensino Fundamental, e que essa experiência foi muito gratificante porque eles puderam usar o conhecimento adquirido em diversas disciplinas na prática. Durante esse debate, o evento contou com a presença do Bonde dos bobos da corte de audiovisual, que tiraram a sorte de algumas pessoas da platéia.

A segunda parte desse bloco apresentou “Passeio pela cidade do Rio de Janeiro”, do núcleo de Arte Avenidas dos Desfiles, “Se você…”, do Núcleo de Arte de Copacabana. O debate de começou com o curta “Se você…”. Segundo seus produtores, a inspiração surgiu com a análise de um texto da Marta Medeiros que aborda o tema da influência do grupo sobre o indivíduo. Em seguida, os integrantes do curta “Passeio pela cidade do Rio de Janeiro” contaram que o vídeo foi composto por fotos e desenhos dos próprio alunos com base em um passeio que fizeram pelo RJ.

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No segundo bloco de curtas foram exibidos os vídeos “Las consecuencias de Ser Mariano”, do Taller de Cine “El Mate”, “Tô sozinho”, do C. E. Anisio Teixeira, “Encontro de gerações”, da E. M. Orlando Villas Bôas, “Estação Primeira”, da E. M. Gal. Humberto de Souza Mello e “Somos feitos da mesma substância que os sonhos”, do Projeto Curta Jovem. A conversa se iniciou com um integrante do curta “Tô sozinho”, que contou à platéia que o filme não está terminado, entretanto, deu certo. Os produtores de “Encontro de gerações” notaram que os alunos não respeitavam os idosos da escola, portanto, decidiram realizar esse projeto com estudantes do 9º ano. E alguns componentes “Estação Primeira” citaram qual foi a inspiração e o processo de formação do filme.

O terceiro bloco foi composto pelos vídeos “Despertar Sustentável”, da E. E. Aspino Rocha, “O filme errado”, da E. M. Bombeiro Geraldo Dias, “A pichação amaldiçoada”, a E. M. Professora Márcia Francesconi Pereira, “O espelho da mente”, da EPSJV, “Perfídia”, do C. E. D. Pedro II. A conversa se iniciou com “Despertar Sustentável” e, de acordo com a equipe, o processo de criação do filme foi muito divertido e foi gravado com o celular, já que a escola não tem audiovisual como disciplina curricular. Os integrantes do “O filme errado” gostou muito de produzir o filme. O grupo do curta “A pichação amaldiçoada” contou que o processo da montagem do curta foi demorado e ele foi gravado em diversos pontos turísticos da cidade de Cabo Frio. Segundo alguns componentes do vídeo “Espelho da mente”, o alterego foi bastante trabalhado. E, por fim, no quarto bloco foram exibidos os curtas “Almas gêmeas”, da EPSJV, “Cara ou coroa?” e “Vista para o mar”, ambos da Escola Sá Pereira. O único grupo que apresentou seu projeto foi o produtor de “Almas gêmeas”, que explicou que o processo produtivo demandou muito trabalho e durou um ano inteiro.

Ao final dos exibições, o Bonde dos bobos da corte realizaram, junto com a platéia, o Mannequin Challenge. (veja clicando aqui)

Na parte da tarde, exibiu-se o filme “Boi Neon” com a presença do ator Vinicius de Oliveira. Este fala sobre a vida por trás da vaquejada. O filme aborda, principalmente, a vida de Iremar, um trabalhador das vaquejadas que também é apaixonado por costura.

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Depois do filme, houve um debate entre o ator e o publico. Vinicius contou que a experiência da produção do filme foi maravilhosa, porque ele e os outros atores entraram naquele universo de Nordeste e vaquejada, o que agregou muitos valores em suas carreiras e em suas vidas. “Que deste morro possamos não ver somente crescimento urbano, mas também crescimento humano” Estação Primeira

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“Gravar um vídeo é criar um mundo novo aos olhos da câmera” – Yago Romero

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